Era todo sábado. Juntávamos os trocados e caminhávamos para o mercado próximo da casa do Hilton. Lá comprávamos a vodka barata e os refrigerantes. Se tivéssemos sorte, teríamos a Natasha ou a Katiusha para a viagem etílica. Senão, teríamos que nos virar com outra menos decente (se isso, ao que me parece hoje, fosse possível...). Bons tempos de muito rock´n´roll, de descobertas musicais, de novas fronteiras desvendadas.
Lembro-me perfeitamente do início. Há muito não tinha contato com o Hilton e, quando nos reencontramos, o catalisador foi o rock. Ele me apresentou de início a algumas bandas que ainda fazem parte da milha trilha de vida: Testament, Metallica, Nuclear Assault, Korzus, Dorsal Atlântica, Kreator, Sodom, Motorhead, Sepultura...
Lembro-me perfeitamente do início. Há muito não tinha contato com o Hilton e, quando nos reencontramos, o catalisador foi o rock. Ele me apresentou de início a algumas bandas que ainda fazem parte da milha trilha de vida: Testament, Metallica, Nuclear Assault, Korzus, Dorsal Atlântica, Kreator, Sodom, Motorhead, Sepultura...
Escolhíamos um álbum cada um (ele tinha mais de 150 LP´s e centenas de fitas cassete), colocávamos duas músicas selecionadas e bebíamos ao som de deuses. Lembro-me, não sem sentir uma certa nostalgia, que discutíamos com qual músico seria legal tomar uma cerveja num boteco. Era inevitável: o Hilton sempre escolhia D. D. Verni, baixista da banda Overkill, vista na foto abaixo (somente como comentário e para gerar discussões futuras neste blog, alguns acham que o Overkill foi a primeira banda de trash metal da história, já que seus covers punks, tocados no início da carreira, eram tocados com distorção extra, intensidade e concentração nos riffs... vamos discutir isso!). Eu não conseguia escolher um deus, quando tantos me fascinavam.
Tudo era muito divertido, cantávamos e fazíamos air guitar enquanto o som saía do gradiente antigo, apesar das bebedeiras insanas que fazíamos... Mas não é isso o que prega o rock? Diversão num mundo doente e demente?
O tempo passou, nos distanciamos (eu e o Hilton), mas o gosto musical ainda nos une, tanto quanto a proximidade musical que tenho com meus novos amigos.
Para finalizar, a energia de uma banda clássica de trash metal: Nuclear Assault!





3 comentários
Comentário por Ahlan Dias em 8 de setembro de 2009 às 00:24
ahuahu.. e viva os inferninhos.. Ô idéia simples e contagiante de conhecer boa música e fazer inesquecíveis amizades.
Os thrash metallers dos anos 80 são cabeludos pra caralho! Ah, esses dias, no coletivo tava lembrando desse som do Nuclear Assault.. peso puro e nada mais.. como o joker daqui de Joinville faz referência as vezes: "sarrafada"!
Valew!
Comentário por Rodrigo em 8 de setembro de 2009 às 20:04
Eitcha...Não é que ficou porreta esse póst! Esse vídeo do Nuclear é mocotó com pinga! Valeu roger.
Comentário por FLÁVIO em 17 de dezembro de 2009 às 13:56
Putz rogério, eu participei de muitas e muitas vezes destes inferninhos! Que orgulho!!!
Descobertas fantásticas neste tempo, tanto musicalmente como em fazer amizades, tamanho era o rodízio de pessoas interessantes que passavam por lá nos sábados a tarde (algumas eram "personas nos grata", no caso do Celso Jethro Tááááálll) hahahahahahaha
abraços.